Saturday, 19 May 2012
Meios e fins
A leveza conduz os caminhos desacreditados para a plenitude. Há luz. Apaixonar-se, tropeçar novamente com a paixão, são fraquezas que nos confortam, não obedecem regras e confusamente fortalecem. Depois das quedas, sejam católicas ou pagãs, oportunidades de se recompor surgem. Queimam, cicatrizam; tornam-me meios de reflexão.
Wednesday, 9 May 2012
O ser e a roda
Apesar de afirmarem que a roda é uma criação humana, as forças naturais contestam. Estás enganado, diriam. Retrucam diretamente e com pouca eloquência. Dizem que a invenção da humanidade ou da roda são apenas distrações e que pouco importa saber quem os criou. O mistério está contido na simplicidade do funcionamento dos mecanismos: Se giras, ela gira, nós giramos. É preciso chamar a atenção para a existência de diferentes caminhos, caminhos de todos os tipos, por onde se pode passar. Também existem atalhos, mangues e detalhes. Os primeiros giros são tortos. E a caminhada é longa – dizem que duraria uma existência para perceber que o elemento causador da mudança é a erosão. Vai, vem, vai e volta. Retornos pelo um mesmo caminho feitos de forma diversa solidificam aquilo já consagrado como eterno: a roda gira.
Wednesday, 11 April 2012
translating babel
It's an unusual behaviour. Something that I've never seen before. They say there's some kind of different background. She acts. In fact, she is, she doesn't etc. Poetry describes words of despair; acts, passion. Her desire of being alive is linked to love. It flies as a peaceful dove. Or transcends. Her eyes burn, it is difficult to turn and not to appreciate her beauty: how she walks, talks and is.
Tuesday, 10 April 2012
Dons de um quixotesco ser

O moinho é um mundo. Ou o mundo é um moinho. Há quem discorde. Existiriam dons? Sons da curiosidade que não levariam a muitos lugares. Masturbações mentais são saudáveis quando acompanhadas com grãos não trangênicos de cevada. - Talvez isso não te leve a nada. Mas é o nada que precisamos. Nada precisamos? Lutas com o moinho e contra a ti mesmo, gigante! Fostes mentalmente imaginado por um cavaleiro da triste figura. Tens o dom da auto-ilusão, uma dádiva divina. O moinho certamente modificará a realidade e trará novos ares para novos gigantes de outros tantos cavaleiros.
Pintura: Gustave Dore
Thursday, 5 April 2012
Remember, remember...
Technologies such as social networking were created to remind us how to share ideas, tastes, tears, experiences - what's in your mind? What can be seen is nothing more than our capacity to transform our blindness into few useless theories which can be discussed while we're drinking some beer and waiting some miracle from Someone who must have felt a necessity to share his/her feeling of nothingness, a state of mind.
Monday, 2 April 2012
Brave old worlds.
What is futile we seek. Our existential cliché: to seek. Thoughts come across without having any meaning. Our essential condition: to be sick of... Us. Or ourselves. Thus, is discovered another verb: to find. The Love already existed before any reasonable explication. So, it is given to us perception. The perception of loving. It's not necessary to show off your sick seek - there's so much beyond what isn't normally seen. Life - it must be rediscovered.
Picture: Reinaldo Murata.
Friday, 16 March 2012
Ponto-ação ou lupanares da meia-noite.
(Re)Constituídos de pontos. Destituídos de outros tantos. Pontos de visão, pontos de fusão, pontos de encontro. Pontos. Separados por algumas vírgulas, ponto-e-vírgulas ou dois pontos: Não, definitivamente não estamos prontos. Há os poréns, todavias, quase todas as vias a viver. Erros crassos de uma ortografia às avessas da (ir)real situação: constituídos de pontos, escrevinhadores de trágicos contos e senhores da nossa embriagada razão. (30.11.11)
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